Pesquisar este blog

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Eles curtem, mas não compram


AS EMPRESAS NUNCA INVESTIRAM TANTO DINHEIRO E TEMPO EM AÇÕES DE MARKETING NAS REDES SOCIAIS. SERÁ QUE ESSAS AÇÕES REALMENTE AUMENTAM AS VENDAS?

A descrição do perfil do Twitter do americano Peter Shankman dá a ideia de como ele é um astro da internet: “Empreendedor de mídias sociais, presidente, palestrante, consultor e aventureiro”. Investidor de novas empresas de tecnologia, ele tem 110 mil seguidores em seu perfil. Nada se comparado a uma celebridade de Hollywood, como o ator Ashton Kutcher, que tem 7,5 milhões. Mas o que Shankman fala – ou melhor, escreve – pode gerar uma grande repercussão na internet. No mês passado, Shankman teve um daqueles dias corridos de negócio. Pegou um avião do aeroporto de Newark, em Nova Jersey, em direção a Tampa, na Flórida. Fez um rápido almoço e retornou num voo noturno. Faminto, resolveu compartilhar com seus seguidores do Twitter o que sentia no momento: “Estou com visões de um bife em minha mente”. E logo depois brincou, citando o perfil da cadeia de restaurantes Mortons: “Ei, @Mortons. Você pode me encontrar no aeroporto de Newark com um porterhouse (nome de um prato) quando eu pousar, em duas horas? Obrigado”.

Duas horas depois, Shankman saía pelo desembarque do aeroporto quando encontrou um garçom, vestido de smoking, segurando uma placa com o nome dele numa mão. Na outra, um porterhouse com batatas fritas e refrigerante. Shankman ficou extasiado. Tirou uma foto com o garçom e postou no Twitter. Escreveu mais meia dúzia de mensagens no Twitter em agradecimento. Muitos de seus milhares de seguidores replicaram a mensagem. Virou notícia.

O caso Mortons e Shankman saiu em alguns dos principais veículos de comunicação do mundo. Para citar alguns: o site da revista Time, no Huffington Post, na rede de TV CBS e no jornal inglês Daily Mail. É um caso clássico do que as empresas chamam de mídia espontânea. Se o Mortons resolvesse anunciar em cada um desses veículos, comprando o mesmo espaço que a notícia ganhou espontaneamente, teria de desembolsar alguns milhões de dólares. Mas com uma simples ação, que envolveu um prato típico de seu menu e um carro que percorreu 37 quilômetros para levar a refeição da unidade mais próxima do restaurante até Newark, o Mortons conseguiu uma repercussão na imprensa mundial – incluindo nesta reportagem que você está lendo.

Eventos como esse levaram diversas empresas a incluir as redes sociais em sua estratégia de marketing. Seja criando uma página no Facebook, um perfil no Twitter, um aplicativo no Orkut ou uma campanha de vídeo interativo no YouTube. Diversas marcas estão investindo muito dinheiro em busca da atenção desse internauta. Estima-se que os internautas mais ativos nas redes também são consumidores mais engajados e com maior poder de mobilização social. Mas será que dá para calcular quanto vale um “curtir” no Facebook ou “retweet” no Twitter em vendas? Quantos desses internautas, que se divertiram com o lanche de Shankman, resolveram comprar um bife no Mortons. E quantos deles já eram clientes fiéis, que comprariam o bife mesmo sem a ação?

Pelo menos por enquanto, essa resposta não existe. Ouvimos especialistas e diferentes empresas nacionais e multinacionais que começaram a investir em redes sociais nos últimos anos. Nenhuma delas soube dizer em números o resultado em vendas de uma ação feita numa rede social. Quantas latas de refrigerante foram vendidas a mais, quantos sanduíches, quantos pacotes de bala, quantos carros, apartamentos, viagens, revistas ou qualquer outro produto que você já “curtiu”, comentou ou simplesmente clicou em sua rede social.

Mesmo sem saber se o investimento compensa, as ações nas redes continuam crescendo. Segundo a consultoria Emarketer, 80% das grandes marcas mundiais vão participar de alguma ação de marketing até o fim deste ano. A participação é três vezes maior que três anos atrás. Outra consultoria, a BIA/Kelsey, diz que, enquanto no ano passado as empresas gastaram US$ 2,1 bilhões em publicidade nas redes sociais, em 2015 esse montante deverá superar os US$ 8 bilhões. “Uma campanha bem estruturada nas redes sociais não custa menos de R$ 300 mil”, afirma Gil Giardelli, professor dos cursos de pós-graduação e MBA na ESPM. Com todas as dúvidas e dificuldades de encontrar métricas que mostrem o retorno sobre o investimento, por que as empresas estão investindo mais do que nunca nesse mercado?

A primeira resposta dos especialistas em marketing é o engajamento das pessoas. Quanto mais cresce o número de fãs de uma marca nas redes sociais, mais eles vão falar dos produtos. Mais informação circulando sobre uma marca gera mais visibilidade, que no fim das contas é o que as empresas buscam quando investem em publicidade. “Até o ano passado tínhamos algumas ações isoladas nas redes sociais. Mas foi neste ano que definimos uma estratégia específica para elas”, afirma Sergio Esteves, gerente de marketing do Guaraná Antarctica. O perfil do Guaraná no Facebook ultrapassou recentemente 1 milhão de fãs na rede social. Alguns posts, criados pela equipe que gerencia o perfil, recebem “curtir” de milhares de usuários. “Posso usar os posts que fizeram mais sucesso para aplicar num filme na TV ou num anúncio de revista”, diz Esteves.

Outra vantagem da ação na rede social é entender os desejos do consumidor. O paulistano Luís Octávio Menezes, de 30 anos, divide o tempo no Facebook entre divulgar as ações de uma ONG ambiental que ele apoia e acompanhar cerca de 20 marcas das quais se considera um fã. “Consigo ter uma interação maior com os produtos das marcas que admiro”, diz. Menezes foi um dos internautas que batalharam pela volta do Halls sabor uva verde. A Kraft, que fabrica a bala, havia retirado do mercado o sabor. Diante da mobilização de milhares de internautas, resolveu relançar o Halls uva verde. E, claro, preparou uma campanha no Facebook, onde tem quase 600 mil fãs, e em outros sites. Na página do Halls no Facebook, a Kraft publica um anúncio convocando os amantes da marca a se inscrever em seu programa de trainee.

Em alguns casos, a ação na rede social desemboca na venda de um produto. Aconteceu com Menezes. No ano passado, ele se interessou por um microprojetor que tinha visto num site. Não encontrou, porém, informações confiáveis sobre especificações, preços e onde comprar, até que achou a página da empresa americana no Facebook. Curtiu a página, encontrou as informações que procurava e acabou comprando o produto. No ano passado, o time carioca do Vasco da Gama fez uma ação com a Penalty que também resultou em vendas. A campanhaVasco na pele convidava os vascaínos a fazer uma tatuagem com a Cruz de Malta, que forma o escudo da equipe. Em troca, os torcedores ganhariam uma camisa oficial, desenvolvida especialmente para a ocasião. “O time estava em má fase, e a campanha desafiava o torcedor a apoiá-lo justo naquele momento”, afirma Gustavo Fortes, sócio da Agência Espalhe, responsável pela campanha. O próprio presidente do clube, Roberto Dinamite, fez a tatuagem. Os criadores da campanha viram ali uma oportunidade para gerar mídia espontânea e fizeram um desafio ao tatuador Eric Codó: quebrar o recorde mundial de tatuagens feitas em 24 horas. E ele conseguiu. Ao final do dia, 806 tatuagens foram feitas em torcedores do Vasco, que levaram seu exemplar da terceira camisa do clube. A repercussão foi boa. A campanha saiu em diversos jornais e, no final da ação, a Penalty havia vendido 100 mil camisas. Casos de resultados palpáveis em vendas, como o do Vasco, ainda são raros. E mesmo no caso do clube não dá para saber quantas dessas 100 mil camisas foram vendidas apenas por causa da ação nas redes sociais.

Os publicitários afirmam que não é correto medir o sucesso de uma campanha em redes sociais por suas vendas. Para Catarina Gurgel, gerente de marketing da marca de água da Danone, a Bonafont, não dá para comparar a internet com o marketing em meios tradicionais, como a TV. Segundo ela, a TV é uma ação unilateral. Gera uma repercussão imensa e momentânea entre os consumidores. Mas não permite manter um relacionamento constante com a marca. Recentemente, assim como o caso da rede de restaurantes Mortons, a marca Bonafont foi atrás dos formadores de opinião do Twitter. Ela emprestou para pessoas influentes na rede social uma geladeirinha que tuitava. Um sistema controlava a quantidade de vezes que a porta abria e fechava. E enviava mensagens automáticas para o perfil da pessoa na rede. Se ela passasse muito tempo sem abrir a geladeira, a máquina tuitava que estava na hora de beber água. “A gente não espera que vá vender mais, mas criar novas maneiras de interagir com nosso consumidor”, diz Catarina.



A última, e talvez mais importante, razão para que as empresas invistam em redes sociais é simplesmente o medo de ficar de fora. Quem arriscaria ignorar um canal de comunicação em que todos os concorrentes estão investindo? “No mundo com um volume cada vez mais frenético de informações, as marcas que não são faladas são esquecidas”, afirma Fortes. Muita gente curtiu isso. 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Dicas de como criar um nome para o seu blog


Conseguir um nome bacana pro seu blog se assemelha ao fato de criar uma nome interessante para uma marca ou empresa. É difícil, cansativo na maioria das vezes e quase sempre alguém encontra algum defeito no resultado final. Aliás, sempre conte com mais pessoas nessa elaboração, pois é impossível você enxergar todos os problemas sozinho.
O primeiro passo na criação de um nome para um blog é certificar que ele tem ligação com o tema proposto na abordagem. Casal sem vergonha ou Papos de homem são ótimos nomes e refletem justamente o segmento que trabalham, porém sem a necessidade de serem pejorativos ou escandalosos. São nomes de fácil memorização, curtos e auto-explicativos. Outro exemplo de nome super interessante é o Brainstorm 9, que aborda o ramo da publicidade e conseguiu emplacar o B9 como sua identidade.
O nome do blog deve ser proporcionalmente semelhante à sua URL, ou seja, evite inserir termos diferentes nos 2 campos, assim como evite um nome muito extenso, pois ninguém será obrigado e se lembrar de um site do tipo nomedoseublogqueniguemiralembrar.com.br sendo que é muito mais atrativo algo comonomedoblog.com.br. Nomes curtos são mais atraentes, assim como nomes com um toque especial, do tipo Momentos Cafeinados que dão mais significado ao blog.
No mais, procure sempre seguir algumas ponderações:
  • Use nomes curtos e de fácil memorização;
  • Nomes comuns demais podem ser confundidos com outras páginas;
  • Nomes complicados atrapalham a criação de uma URL bacana;
  • Nome sem significado transmitem “preguiça” por parte do blog;
  • Procure nomes que tenham semelhança com o seu ramo de a atuação;
  • Crie mais do que um nome, crie uma identidade para o seu blog.
Sobre criar mais do que um nome, mas sim uma identidade, nós temos ótimos exemplos vindos de Portugal com o Escola Dinheiro e Escola Freelancer, que além de nomes curtos, bacanas e de fácil memorização, acabaram criando uma presença forte no segmento de blogs, tanto que até possuem a Escola Plus, que é a reunião de todos os blogs da grupo.
Vale lembrar também para sempre registrar seu blog com os domínios .com ou .com.br, ou nos dois, assim como faz o Ponto Marketing. Nada de ficar inventando de registrar domínios internacionais que só dificultam para que o leitor lembre posteriormente a terminação. Em alguns casos é bacana, como a Estrategi.ca, mas nesse caso o valor da empresa acaba equilibrando e compensando o .ca no final. No caso de um blog isso pode ser muito arriscado.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Um novo momento para o mercado: marketing político


Todos os anos e meses que antecedem as eleições, novos postos de trabalho são abertos em torno das campanhas e partidos políticos. Essa movimentação, em especial nas campanhas municipais de 2012, desperta novos horizontes para os profissionais de marketing, publicidade e relacionamento digital. Embora o marketing político digital não seja algo novo, ainda é uma área que não tem grandes destaques e grande aceitação da população.
O perfil do profissional de marketing político tem mudado. No início os responsáveis pelas campanhas – os famosos marketeiros – selecionavam simpatizantes dos partidos que detinham algum conhecimento de propaganda para auxiliar nas plataformas eleitorais. Com a ascensão das plataformas digitais, amplo  acesso às tecnologias sociais, a abertura cada vez maior para diálogos e informações surgiu a necessidade de recrutar profissionais que sabem direcionar o diálogo de um partido ou candidato para o bom resultado nas urnas.
O sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, pesquisador de política e membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil, afirmou em entrevista ao portal UOL que ”as redes sociais podem ser ‘fulminantes’ na campanha política, porque notícias e denúncias podem tomar proporções muito maiores com a repercussão na internet.”
Diante dessa nova realidade a figura do marketeiro deu lugar ao estrategista da campanha online e o ideal é que as equipes se tornem cada vez mais profissionais. Por isso existe hoje a necessidade de profissionais com capacitação e conhecimentos de comunicação digital e de política, com todas as suas nuances – coisa rara de se encontrar.
Numa campanha política bem feita – num cenário que eu acredito ser utópico – com a união do on e off-line, todos ganham. A sociedade tem acesso ao candidato e pode sabatinar, ele a sua equipe, para obter respostas, conhecer seus valores e sua proposta. O partido e o candidato ganham ao se aproximar das mais diversas pessoas e públicos para expor o que tem de melhor, conhecer realidades distantes das pesquisas e até esclarecer qualquer dúvida que possa ser levantada pela oposição.
Tudo isso só é possível com a junção de alguns fatores: bons profissionais, bons políticos e boas práticas. Quando falo de boas práticas não estou falando de ideologia, mas sim de práticas e técnicas que os profissionais de marketing já aprenderam – ou deveriam – na faculdade.
Por exemplo: a estruturação da demanda de conteúdos por tema, de acordo com a análise de buscas e monitoramento de termos relacionados à campanha. Ferramentas de monitoramento e análise podem ser usadas para estudo de propostas e aceitação dos concorrentes. O uso do meio digital vai além de ser uma vitrine. É possível obter insumos para gerar insights de governo, conversas e ações para o partido, candidato e, principalmente, para a sociedade.
Temos um mercado em potencial e é positivo que nos capacitemos para atender essa demanda. Segundo a equipe da Presença Online, empresa de marketing digital que presta consultoria e ministra cursos de comunicação digital necessita de uma equipe bem estruturada de profissionais para uma campanha política. São 3 perfis básicos: o estrategista, um coordenador e os analistas.
O estrategista é o responsável por todo o planejamento da campanha, pela integração on/off e por todas as entregas da equipe. O coordenador responde pela operação e execução da rotina de campanha e os analistas devem ter foco em relacionamento nas redes, conteúdo ou monitoramento. Estrutura semelhante a das agências digitais, não é?
Participei recentemente de um curso de marketing político e reforço minha afirmação: o mercado necessita de profissionais com capacitação e conhecimentos de comunicação digital e de política. Aliar essas duas áreas de conhecimento é um bom começo para ter campanhas digitais mais eficazes e bem aceitas.
Nada desse texto é uma verdade absoluta, apenas uma opinião com observação do mercado. Quero abrir o diálogo para falar das campanhas que vemos hoje na internet e saber se você acredita nesse mercado e acredita que vale a pena se capacitar para atender essa demanda, mesmo que sazonal? Vamos conversar nos comentários sobre o cenário exposto?