Pesquisar este blog

terça-feira, 18 de março de 2014

Entenda o que é o Marco Civil da Internet que será votado nesta semana

Está prevista para esta terça-feira, 17 de março, mais uma tentativa de votação para o Marco Civil da Internet. O projeto, que pretende regulamentar a navegação na rede no País, gera polêmica não apenas no plenário da Câmara dos deputados onde será votada, mas também em muitos internautas que ainda desconhecem a proposta.
Confira logo abaixo os principais pontos do Marco Civil da Internet que foram impulsionados principalmente pelas denúncias de espionagem de informações pessoais e empresariais de brasileiros realizadas pelos Estados Unidos.




Princípios
Garantia de liberdade de expressão
Proteção da privacidade e dos dados pessoais
Neutralidade da rede
Liberdade dos modelos de negócios

Direitos

Controle sobre os dados pessoais

Inviolabilidade e sigilo das comunicações
Manutenção da qualidade contratada da conexão
Exclusão definitiva de dados pessoais após término de contratos
Informações claras e completas nos contratos



Obrigações
Provedores de conexão
Guardar, sob sigilo, os dados de conexão dos usuários (endereço IP, data e hora do início e término da conexão) pelo prazo de um ano.

Provedores de aplicativos
Guardar, sob sigilo, os dados de navegação dos usuários pelo prazo de seis meses.
Retirar, a pedido das vítimas, imagens e vídeos contendo cenas de nudez ou sexo que não têm a autorização dos envolvidos.

Segurança
Decreto do Executivo poderá determinar que os bancos de dados dos provedores de internet estrangeiros estejam localizados no Brasil. 
Os provedores, mesmo que sediados no exterior, incluindo os direitos à privacidade e ao sigilo dos dados.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Só 55% dos anunciantes estão satisfeitos com o Twitter

Embora o Twitter tenha atraído muitas marcas ao longo dos anos, a rede de microblogs não é o destino mais satisfatório para o dinheiro dos anunciantes, de acordo com uma pesquisa da Forrester Research.

Sessenta porcento dos anunciantes entrevistados pela consultoria estão presentes no Twitter. A Forrester ouviu gente nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido e descobriu que o percentual deixa a rede à frente de Linkedin e YouTube, perdendo apenas para o Facebook.

Só que apenas 55% dos que apostam na plataforma estão satisfeitos com os resultados obtidos, conforme noticiado pelo Mashable. Gastar com Linkedin, Google+ e YouTube parece mais vantajoso.

Pagar por avaliações e resenhas positivas, presença em comunidades (ou fóruns) e até para que alguém responda questões de clientes nos comentários do Facebook trazem mais satisfação aos consumidores.
Curiosamente os 55% obtidos com o Twitter são superiores a várias opções do Facebook: postagem em páginas da marca (55%), promoção de postagens (53%), criação de abas ou apps sobre a página (51%) e pagamento por publicidade, efetivamente (51%).

Como funciona o setor paralelo de legendas na internet


Doze horas após sua transmissão nos Estados Unidos, o episódio final do seriado "Breaking Bad" foi baixado por mais de 500 mil pessoas em todo o mundo, e 24 horas foi o tempo que o capítulo derradeiro da terceira temporada de "Game of Thrones" precisou para ir mais longe: 1 milhão de downloads. Os brasileiros marcaram presença nas duas situações, mas em nenhuma delas se destacaram, talvez porque poucos entenderiam os diálogos.

Nos cinco países que baixaram mais depressa o fim de Breaking Bad as pessoas falam inglês, o que pode explicar por que a Austrália está na ponta, e não a Índia ou o próprio Brasil. Por aqui é necessário esperar até que os paladinos das legendas entrem em ação.
Cerca de 100 pessoas atuam no InSUBs, um dos principais coletivos de legendagem alternativa do Brasil. Eles se organizam de tal forma que, em menos de um dia, conseguem traduzir (cerca de 3 horas), revisar (6 horas) e publicar um episódio de 40 minutos.

"Três dias antes de o episódio ir ao ar na TV americana o revisor abre a chamada para tradução. Quem quiser e puder cumprir o prazo estipulado pelo revisor dá o nome", contou um dos membros ao Olhar Digital. "No dia após a exibição do episódio pegamos o closed caption (legenda em inglês) e fazemos a tradução das falas. Todas as partes traduzidas vão para o revisor e ele fica encarregado de fazer os ajustes necessários na legenda. Depois disso, a legenda é postada."

Nada disso é crime, conforme explicado pelo advogado especialista em propriedade intelectual Raphael Lemos Maia. Segundo ele, se a legenda for disponibilizada gratuitamente e não estiver acoplada a um vídeo pirata, ela é uma simples tradução textual.

Ninguém do InSUBs recebe pelo que faz; trata-se de um hobby, embora alguns legenders também atuem profissionalmente. E se a dupla jornada não é estranha, migrar de vez da cena alternativa para a formal é outra coisa aceitável, de acordo com Marcelo Leite, diretor de qualidade da Drei Marc - empresa especializada em legendas e traduções de filmes, que tem seriados como "House" em seu portfólio. Só que, de 50 candidatos, apenas um passa no processo de seleção. "Eles conhecem muito bem a série e o inglês, mas no português deixam muito a desejar."

Nenhum dos lados exige formação acadêmica de quem se interessa pelo ramo. Para entrar no InSUBs é preciso "ter um bom conhecimento de inglês e português e tempo livre", que é a simplificação do que a Drei Marc requere; lá a formação cultural, alguma especialização e até a idade são levados em conta. Não é qualquer um que entende todas as tiradas e os termos ditos pelo Dr. House, por exemplo.

A principal diferença entre os dois lados está na abordagem: enquanto o foco dos legenders é a rapidez, o do mercado é a qualidade. Mas há quem prefira a legenda alternativa, já que o texto geralmente é mais parecido com o falado pelo telespectador - afinal, nenhum legender vai traduzir policial para "tira". A Drei Marc tem consciência disso, mas enxerga a situação como algo natural. "Como o cara não tem formação, ele escreve como fala. Ele quer rapidez, busca o entendimento", comenta Marcelo, que não vê problemas na duplicidade: "Não tem preconceito nenhum."

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Brasil: a capital mundial das redes sociais

O Brasil pode se tornar a capital mundial das redes sociais. A constatação é do CEO do HootSuite, Ryan Holmes, em um artigo publicado na forbes. A afirmação vai ao encontro da recente notícia de que a função de analista de mídias sociais já é uma das mais procuradas do Brasil, sem contar que a profissão já foi configurada como sendo uma das mais promissoras. Mas de onde Holmes tira essas ideias?
No artigo, o executivo do HootSuite, empresa que desenvolve aplicativo para o gerenciamento de redes sociais, dá números e fatos para sustentar suas ideias. Além da saturação de crescimento em regiões como Europa e Estados Unidos, sem contar a eterna censura na China, o Brasil receberá em breve dois grandes eventos de proporções mundiais, a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o que para Holmes colocará o país em uma posição muito favorável aos olhos do mundo. Mas isso é futuro, e o presente?
Bom, o Brasil já conta com quase 80 milhões de pessoas conectadas à internet, sendo que 65 milhões possuem uma conta no Facebook. Atrás apenas dos EUA, o Brasil é o segundo maior mercado para o Twitter (41,2 milhões de usuários) e o maior mercado para o YouTube fora das terra ianques. Não é por acaso, como destacou o executivo, que muitas empresas ligadas às redes sociais estão fazendo questão de abrir escritórios por aqui.
O tempo que o brasileiro passa no Facebook (535 minutos mensais) já é maior quando comparado com a média mundial, que caiu 2 minutos. No Twitter, números igualmente expressivos, já que com 36% do tempo gasto com mídias sociais, no Brasil há 2 “Super Bowls” por semana, como destaca Fábio Saad, diretor de mídia online para o Brasil da DDB, pois o fenômeno da segunda tela é muito presente entre os brasileiros. Seja novela ou futebol, o brasileiro adora assistir aos eventos enquanto comenta seus feitos nas redes sociais.
Apesar do investimento online ser modesto, na casa dos 10% (a TV recebe quase 70%), Holmes acredita que a Copa e as Olimpíadas irão fazer esses números dispararem, até porque estima-se que em 2016 cerca de 80% da população esteja online, e se levarmos em conta que atualmente 77% dos internautas brasileiros têm uma atitude positiva para comprar em canais sociais (além do fato de confiarem em recomendações de outros usuários), a projeção que se pode fazer para um futuro próximo é muito promissora.