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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Mídias sociais? O buraco é mais embaixo

Neste artigo a autora reforça a ideia que não cansamos de repetir em nossas aulas. Não basta dominar e utilizar ferramentas e canais de comunicação da Internet, é preciso ter estratégia de marketing para fazer as escolhas corretas, planejar ações e obter os melhores resultados. A habilidade e o conhecimento para construir estratégia bem elaboradas é o verdadeiro pulo do gato. Conhecer o produto, o comportamento do público alvo, construir bem a mensagem e aplicar os canais e as ferramentas digitais corretas, essa a rotina capaz de trazer sucesso para suas ações dentro e fora da Web. Mas já falei muito, vamos ao artigo especialista Viviane Coelho, que é formada em Realções Públicas e Marketing pela Universidade Católica do Salvador e Especialista em Gestão da Comunicação Organizacional Integrada pela Universidade Federal da Bahia.

Até mais.
Ana Martins 

Mídias sociais? O buraco é mais embaixo

Relacionamento. Quando dizem que a melhor propaganda é aquela feita boca a boca, estão falando do bom e velho relacionamento. Não é segredo que um cliente satisfeito defende a marca sem ganhar nada mais por isso. Pelo contrário. Ele paga. Então, como conseguir essa fidelidade do cliente? Ou melhor, como transformar um consumidor eventual em um cliente assíduo e leal?

Com o boom das mídias sociais, muitas empresas até então tradicionais e um tanto rígidas na forma de se relacionar com o público, criaram perfis para se aproximar mais dos consumidores. Até aí, tudo muito bem. A questão é investir apenas nesses meios e deixar outras estratégias de lado, como se fossem ultrapassadas ou pouco eficazes.

Ter um perfil no Facebook, Twitter, Orkut ou qualquer outra rede em que a empresa encontre seus públicos é apenas uma ferramenta de relacionamento e funciona até certo ponto.  Mas o problema é no modo como essas mídias vêm sendo geridas e que pode acarretar sérios arranhões na imagem. Lembrem-se do protesto do consumidor contra a fabricante de geladeiras que gerou vários comentários nas redes. E mais recentemente, da mulher que comprou um carro e usou as mídias para reclamar.

O poder da internet é inegavelmente gigante e se lançar em uma mídia social sem nenhum preparo apenas para se mostrar “cool”, mas mantendo uma postura rígida e imparcial, sem respostas ou empatia, distancia mais ainda a marca de seus atuais e potenciais clientes e gera imagem negativa tanto com o produto quanto com o institucional.

Tenho visto muitos cursos voltados para as mídias sociais. Como gerir, como entender... O mercado de livros então cresce mais a cada dia. As empresas estão investindo (um custo relativamente baixo e alto retorno) na criação e monitoramento de perfis – com setores próprios ou terceirizados, muitas vezes em detrimento de outras ações de relacionamento.  Porém, até quando essas redes irão durar?

As mudanças estão ocorrendo de um modo cada vez mais rápido e não se sabe até quando uma rede vai existir ou não, por mais forte que ela pareça ser. Com isso, não seria interessante analisar o relacionamento com os públicos (e sim, me refiro também aos funcionários, imprensa, comunidade, acionistas e governo) de uma forma global pensando em estratégias de aproximação também off-line?  Infelizmente (ou felizmente, depende do ponto de vista), nem todos os consumidores acessam redes sociais, mas podem fazer a diferença em um processo de divulgação de marca e/ou produto.

Para finalizar, quero deixar claro que gosto muito de redes sociais. Tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Acredito nelas enquanto ferramentas de Marketing e fico fascinada com a oportunidade que elas dão em aproximar pessoas de marcas. Porém, acredito que tudo deve ser feito de forma criteriosa, pesando os prós e contras que podem vir junto com as ações. Afinal, quando se trata de estreitar relacionamentos, o buraco é sempre mais embaixo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Email Marketing: Dicas e Curiosidades

Esse material tem como intuito trazer algumas   e  curiosidades mais relevantes de email marketing que podem ajudar desde a montagem de seu template até a entrega da mensagem ao destinatário. Confira:

- O Hotmail e o Gmail acrescentam um espaçamento de quase 5 pixels ao redor de todas as imagens. Isso pode prejudicar a visualização de templates compostos essencialmente por imagens. Esse problema pode ser corrigido através do atributo style=”display:block” inserido em todas as tags de imagem do HTML.

- Alguns clientes de email têm restrições quando à exibição de cor de fundo nas mensagens. Para inserir cor de fundo no template, utilize tanto o atributo bgcolor do HTML quanto o background-color de CSS.

Como no exemplo:

<body bgcolor=”#96bc33” style=”background-color: rgb(150, 188, 51);”>

- Para otimizar a entrega das mensagens, desenvolva o código HTML para que tenha

até 30 kb.

- Não esqueça de preencher a tag <title> do documento HTML. Muitas ferramentas antispam verificam o conteúdo desta tag e, caso ela esteja vazia ou preenchida com expressões suspeitas, sua mensagem pode ser pontuada como spam.

- No HTML, reproduza o design idealizado para o email marketing. Diagrame o conteúdo

com tabelas. Evite mesclar linhas e colunas por meio dos atributos rowspan e colspan, uma vez que esses atributos não são suportados pelo Microsoft Outlook 2007. Isso irá prejudicar a renderização correta da mensagem neste cliente de email.

- Evite criar imagens de fundo para o corpo da mensagem, pois se inseridas por meio do atributo background de HTML ou background-image de CSS, não serão visualizadas por destinatários que utilizam Gmail, Outlook e Hotmail. Por isso, antes de optar por usar ou não imagens de fundo no template, é bom que o remetente conheça sua base pra saber se pode prejudicar a maioria dos destinatários.

- Evite utilizar imagens do tipo “spacer”, com dimensões de 1px na largura e/ou altura. Muitos spammers utilizam esta técnica para checar endereços de email ativos e, por isso, é uma prática considerada como spam. Se precisar inserir um espaço vazio entre elementos, utilize a quebra de linha simples <br> ou uma célula vazia de tabela <td> em que você pode controlar a altura do espaçamento.

- Não utilize softwares do Pacote Microsoft Office (Word, Excel, Publish) para gerar o código HTML de seu template. Normalmente, eles utilizam várias tags que “sujam” o código e, no caso do Word, gera códigos em XML que prejudicam a visualização do seu template.

- Para finalizar: Sempre teste a visualização do template nos navegadores mais utilizados por seus destinatários, lembrando que os mais comuns são Firefox e Internet Explorer.

Texto: Any Zamaro - assistente de marketing da VIRID Interatividade Digital, empresa especializada em envio e gestão de email marketing, proprietária das plataformas Virtual Target e Zartana.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Blogosfera e estratégia

A turma de Marketing Digital 2011.1, se reúne hoje, 13 de abril, no laboratório de indormática do campus Realengo da Universidade Castelo Branco, para uma aula com algumas noções sobre a construção de blogs e para dar início ao projeto do semestre para a construção e divulgação de blogs sobre Marketing pelos alunos. E já que estamos em um projeto de construção de blogs, nada mais justo que fazer da aula um post. Então, vamos à aula!

Blogosfera e estratégia de marketing

O mais importante no marketing digital é saber definir as estratégias de utilização das mídias sociais. Blogosfera, que faz parte da mídias sociais, é uma rede invisível de relacionamentos entre os blogueiros, formando uma teia que permite que o que um blogueiro escreva seja divulgado e comentado em diversos outros blogs.

Os blogs se dividem em pessoais, profissionais e corporativos. As melhores ferramentas para construção de blogs são o Blogger e o WordPress. Sendo que,  o WordPress.org e WordPress.com não são a mesma coisa.

O WordPress.org é o site de desenvolvimento do WordPress (a ferramenta para criar blogs), onde você pode fazer o download do software para hospedar no seu próprio ISP/hospedagem, e no qual pode utilizar todos os temas que quiser, as extensões (plugins) que quiser, personalizar (CSS p.ex.), alterar idiomas, modificar o código fonte e por aí a fora.

Já o WordPress.com é bastante diferente. De propriedade da Automattic, oferece um serviço gratuito de hospedagem de blogs usando o mesmo software. Um usuário cria um endereço do tipo omeublog.wordpress.com, mas que inclui certas limitações como a de poder escolher apenas alguns temas, ou de incluir no rodapé o texto "Hospede seu blog com WordPress.com", e ainda de restringir a utilização de JavaScript, CSS e FTP.

Regras para montar seu blog

Crie títulos interessantes para seus posts: o título deve ajudar a criar interesse no leitor e conter palavras chaves sobre o arquivo.

Use parágrafos: ninguém gosta de ler linhas sem pausa. Se possível com espaçamento duplo para melhorar a leitura na tela do computador.

Use subtítulos: se você for escrever um artigo longo, quebre ele em subtítulos, como seções, permitindo que o leitor acompanhe melhor o raciocínio.

Cuidado com a ortografia: use corretores de texto ou revise o que escreveu antes de publicar.

Pense antes de escrever: planeje e pense antes de publicar artigos. A sequência, o conteúdo e o que está escrito têm que estar dentro de um contexto.

Responda aos comentários: como você está publicando conteúdo e recebendo visitas, é natural que seus leitores comentem em seu blog.

Use um design simples para o leitor: o design de um blog é menos importante que seu conteúdo. Lembre-se, a leitura tem que ser fácil e agradável.

Use figuras e vídeos: coloque figuras e vídeos junto com o texto do artigo. Isso atrai o leitor e torna a leitura mais agradável.

Programe os posts: não tente escrever todos os dias. Faça um planejamento e use as ferramentas de publicação.


Obesidade Digital

Um grande amigo meu muito criativo, certa vez me presenteou com um dos neologismos mais pertinentes dos últimos tempos: obesidade digital.

Segundo ele, a quantidade de informação digital que produzimos e recebemos está muito além da nossa capacidade de absorção, se transformando em kilogramas de lipídios nas nossas já inchadas caixas de entrada e perfis sociais.

Outro termo americano com o mesmo significado, mas com muito menos significância, já ilustra matérias de revista e capas de PowerPoint há algum tempo. É o famigerado: information overload. No fundo ele quis dizer a mesma coisa, mas com um pouco mais de borogodó.

Para ilustrar este post, e abusar da metalinguagem, segue mais um pouco de informação útil (ou não) sobre a obesidade digital em 2010:
  • 107 trilhões " O número de e-mails enviados na Internet em 2010
  • 294 bilhões " número médio de mensagens de e-mail por dia
  • 89,1% " O compartilhamento de e-mails que eram spam
  • 25 bilhões " número de tweets enviados 2010
  • 7,7 milhões " pessoas following @ ladygaga
  • 36 bilhões " o número de fotos enviadas para Facebook por ano
  • 30 bilhões " peças de conteúdo (links, notas, fotos, etc.) compartilhado no Facebook por mês
  • 20 milhões " O número de Facebook apps instalados cada dia
  • 2 bilhões " O número de vídeos assistidos por dia no YouTube
  • 35 " Horas de vídeo enviados ao YouTube a cada minuto