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terça-feira, 19 de abril de 2011

Games um investimento de sucesso para as marcas

O mercado de games a cada dia está mais consolidado como espaço de investimento para as marcas, seja através das redes sociais ou com a utilização de espaços publicitários no próprio game. Como tudo no marketing digital, a questão é estratégia na utilização. É fundamental manter o link entre público-alvo, mensagem e produto. No vídeo confira os comentários de diversos profissionais da área durante a quinta edição do ProXXIma Pocket em São Paulo, que discutiu o tema "Games um investimento de sucesso para as marcas".

Como debatedores estiveram presentes Carolina Wagner, advertising & research manager da Goodyear Latin America, Miguel Dorneles, gerente de produtos e operações de publicidade online na Fox do Brasil, e Mitikazu Lisboa, CEO da Hive. O evento foi mediado por Pyr Marcondes, diretor da ProXXIma, plataforma digital do Grupo M&M e patrocinado pela Gazeta do Povo, do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM), pela agência AG2 Publicis Modem e pelo portal Veja.com.

Ana Martins

Veja também: Marketing e Games sociais

Que a internet já faz parte da vida das pessoas, todo mundo já sabe, mas o que nem todo mundo sabe é que a cada dia as oportunidades de negócio que surgem a partir dela se renovam.

Uma destas oportunidades são os games sociais, ferramenta que já conquistou mais de oitenta milhões de pessoas em todo o mundo e que aumenta sua popularidade a cada dia. Um dos possíveis motivos para a ascensão desta mídia diz respeito à diversão, importante ingrediente do marketing digital, e à sua linguagem, que trabalha em sintonia com as redes sociais.

Os games tradicionais geram receita a partir da sua venda, já os sociais exigem um envolvimento contínuo com os usuários e constante inovação, por isso tem menos perfil de produto final e sua rentabilidade está na prestação de serviços. Na maioria dos casos, são distribuídos gratuitamente, com uma rentabilidade prevista para durante o seu uso.

A maneira mais tradicional de entrada de receita é a venda de um dinheiro fictício, que pode ser usado dentro do jogo para aquisição de produtos exclusivos, fases secretas, etc. Com alguns centavos qualquer usuário pode comprar um item para dar de presente para um amigo ou uma vaca leiteira que irá duplicar a produção de leite da fazenda. Como os valores envolvidos são bem baixos, possuem uma alta adesão dos usuários.

Com o grande número de usuários, muitas empresas começam a utilizar o patrocínio destes jogos como mais uma oportunidade para divulgar suas marcas, fixar conceitos e ideias. Existe uma infinidade de opções de publicidade para este fim. Além de um outdoor no ambiente virtual ou um banner no topo da tela, pode-se utilizar também o cenário do próprio jogo. Como um exemplo interessante, temos a ação da Lacta, que distribuiu misteriosos ovos azuis no game Fazendinha e alguns dias depois brotaram pés de chocolate Bis.

Um dado importante sobre o sistema de games sociais é que cerca de 30% dos usuários do Facebook jogam algum game social como Farmville ou Mafia Wars. Juntos, eles formam um mercado anual de “produtos virtuais” de 1,6 bilhão de dólares, distribuídos entre bens e serviços vendidos dentro do jogo.
Assim, aliar marcas a games sociais é certamente um bom negócio. Além de atrair e conquistar o cliente através da interatividade pode despertar o interesse do consumidor para as demais áreas de conteúdo disponibilizadas pela empresa patrocinadora.

O crescimento do marketing em games e para gamers

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Marketing Digital precisa de profissionais qualificados

Mercado em expansão gera demanda  que não tem sido atendida

A rápida expansão do mercado digital nos últimos cinco anos é responsável pelo aumento da demanda por profissionais especializados na área. A alta procura por pessoas qualificadas, no entanto, não tem sido atendida. Sobram oportunidades e falta mão de obra capacitada para responder por um setor que recebe cada vez mais investimentos de Marketing

O digital entra na estratégia das empresas, que aos poucos implementam departamentos exclusivos para ações on-line e oferecem salários que podem variar de R$ 2.000,00 a R$ 17.000,00. O crescimento da procura por profissionais especializados em Marketing Digital, entretanto, esbarra na ausência de uma formação acadêmica consolidada e na falta de experiência de mercado.

Com o setor aquecido, a tendência é que a procura aumente cada vez mais. “A demanda crescerá. Até 2008, o mercado estava estagnado, crescendo de forma orgânica. Com a explosão das redes sociais, as empresas despertaram para o meio digital”, acredita Romeo Bussarello, Diretor de Internet da Tecnisa, que desde 2008 conta com um departamento focado em Marketing Digital, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Investimentos em Marketing Digital crescem a cada ano

A expectativa de expansão ainda maior nos próximos anos é explicada pela alteração observada nos investimentos em Marketing Digital. Se por um lado o on-line passa a receber mais atenção das marcas, por outro, a verba destinada a canais off-line começa a sentir uma retração. “O mercado está em franca expansão no Brasil. Hoje, os investimentos em Marketing Digital representam cerca de 4%. Mas as empresas estão cada vez mais adotando essa estratégia e o dinheiro está migrando rapidamente para o digital”, diz Leandro Kenski (foto), CEO da agência Media Factory, em entrevista ao portal.

Segundo dados do Ibope, em 2009, os investimentos em Marketing Digital cresceram 25% e a expectativa para este ano é que este número seja de 30%. Diante desse cenário surgem carreiras em ascenção. Links patrocinados, ferramentas de buscas, redes sociais e métricas são algumas das oportunidades em voga para aqueles que desejam investir na área. Mas é necessário que os executivos de Marketing entendam a importância da integração entre a função desempenhada e o meio digital.

“Seja lá qual for a área de atuação do profissional, ele deve conhecer muito de Marketing Digital, porque todos os canais tradicionais estão sendo influenciados pelo processo de digitalização. Não dá para isolar (o Marketing Digital) e achar que é algo paralelo”, explica Max Petrucci, CEO da Garage, em entrevista ao portal.

Demanda não é garantia de contratação

A lacuna observada na procura por profissionais é explicada justamente pelo crescimento rápido e recente do setor. “A situação do mercado digital não é muito diferente da situação da mão de obra para qualquer outro setor que esteja em transformação. Existe defasagem no processo de formação e de tempo de produção de conhecimento. O tempo que se leva para educar uma pessoa é mais lento do que o necessário, em termos de mercado” conta Marcos Felipe Magalhães, Diretor de Marketing da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional), ao site.

Para aproveitar as oportunidades oferecidas, o profissional deve ser inquieto e estar alinhado às novidades, além de aliar cursos acadêmicos à experiência que apenas o mercado pode oferecer. “A formação acadêmica ajuda, mas o que realmente forma as pessoas são as boas empresas, como Google e Apple. O Brasil, infelizmente, não é um pólo formador de tecnologia digital. Por isso, quando o profissional quer entrar em um mercado em formação, a melhor escola são as empresas com empreendedores, profissionais com quem você sabe que vai aprender”, acredita Petrucci, da Garage.

A necessidade de uma formação adequada é o principal indicativo de que a expansão do mercado e a busca crescente por novos profissionais não são garantias de contratação. Como toda carreira ligada à tecnologia, o Marketing Digital está sempre em transformação e evolução, o que exige profissionais atualizados constantemente. “A informação hoje em dia é muito perecível. Tudo o que é aprendido em qualquer curso está obsoleto depois de três anos. As pessoas precisam entender qual é a área de interesse delas e se atualizar permanentemente”, sugere Ana Maria Nubie (foto), Vice-Presidente de Atendimento da Agência Click, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Empresas devem manter profissionais

Outra iniciativa fundamental para quem deseja apostar no setor é manter-se presente em grupos de interesse, como redes sociais, associações profissionais e cursos, onde seja possível compartilhar o que está acontecendo na área. Além de ser uma boa forma de atualização, o contato com outras pessoas ajuda na hora de encontrar – e aproveitar – oportunidades.

“É fundamental ter em mente que devemos sempre ter pessoas com quem nos relacionar e que conheçam nosso potencial como profissionais, para quando uma oportunidade aparecer”, diz Ana. O perfil autodidata deste profissional faz com que apenas um currículo não seja suficiente na hora de conquistar seu espaço. Por outro lado, também cabe às empresas manter este profissional satisfeito. É uma característica comum no meio digital encontrar a chamada Geração Y e, agora, Z, composta por mentes inquietas, que desejam o sucesso rápido e avessas à hierarquia. Por isso, é importante oferecer desafios e dar liberdade para que o profissional traga ideias, proporcionando um ambiente de aprendizado. Outro elemento fundamental é o prazer e a satisfação de fazer parte da equipe.

“É importante dar a possibilidade de que o profissional faça o que gosta. Não se pode ter uma estrutura muito rígida. O jovem não quer burocracia, quer colocar a mão na massa, é ansioso. O ambiente deve ser propício à criação”, afirma ao portal Allan Fonseca (foto), Diretor de Canais da Coelho da Fonseca, que criou a Diretoria de Canais em 2009, após constatar que 90% dos consumidores buscam imóveis na internet primeiro.

 Fonte: www.mundodomarketing.com.br


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Mídias sociais? O buraco é mais embaixo

Neste artigo a autora reforça a ideia que não cansamos de repetir em nossas aulas. Não basta dominar e utilizar ferramentas e canais de comunicação da Internet, é preciso ter estratégia de marketing para fazer as escolhas corretas, planejar ações e obter os melhores resultados. A habilidade e o conhecimento para construir estratégia bem elaboradas é o verdadeiro pulo do gato. Conhecer o produto, o comportamento do público alvo, construir bem a mensagem e aplicar os canais e as ferramentas digitais corretas, essa a rotina capaz de trazer sucesso para suas ações dentro e fora da Web. Mas já falei muito, vamos ao artigo especialista Viviane Coelho, que é formada em Realções Públicas e Marketing pela Universidade Católica do Salvador e Especialista em Gestão da Comunicação Organizacional Integrada pela Universidade Federal da Bahia.

Até mais.
Ana Martins 

Mídias sociais? O buraco é mais embaixo

Relacionamento. Quando dizem que a melhor propaganda é aquela feita boca a boca, estão falando do bom e velho relacionamento. Não é segredo que um cliente satisfeito defende a marca sem ganhar nada mais por isso. Pelo contrário. Ele paga. Então, como conseguir essa fidelidade do cliente? Ou melhor, como transformar um consumidor eventual em um cliente assíduo e leal?

Com o boom das mídias sociais, muitas empresas até então tradicionais e um tanto rígidas na forma de se relacionar com o público, criaram perfis para se aproximar mais dos consumidores. Até aí, tudo muito bem. A questão é investir apenas nesses meios e deixar outras estratégias de lado, como se fossem ultrapassadas ou pouco eficazes.

Ter um perfil no Facebook, Twitter, Orkut ou qualquer outra rede em que a empresa encontre seus públicos é apenas uma ferramenta de relacionamento e funciona até certo ponto.  Mas o problema é no modo como essas mídias vêm sendo geridas e que pode acarretar sérios arranhões na imagem. Lembrem-se do protesto do consumidor contra a fabricante de geladeiras que gerou vários comentários nas redes. E mais recentemente, da mulher que comprou um carro e usou as mídias para reclamar.

O poder da internet é inegavelmente gigante e se lançar em uma mídia social sem nenhum preparo apenas para se mostrar “cool”, mas mantendo uma postura rígida e imparcial, sem respostas ou empatia, distancia mais ainda a marca de seus atuais e potenciais clientes e gera imagem negativa tanto com o produto quanto com o institucional.

Tenho visto muitos cursos voltados para as mídias sociais. Como gerir, como entender... O mercado de livros então cresce mais a cada dia. As empresas estão investindo (um custo relativamente baixo e alto retorno) na criação e monitoramento de perfis – com setores próprios ou terceirizados, muitas vezes em detrimento de outras ações de relacionamento.  Porém, até quando essas redes irão durar?

As mudanças estão ocorrendo de um modo cada vez mais rápido e não se sabe até quando uma rede vai existir ou não, por mais forte que ela pareça ser. Com isso, não seria interessante analisar o relacionamento com os públicos (e sim, me refiro também aos funcionários, imprensa, comunidade, acionistas e governo) de uma forma global pensando em estratégias de aproximação também off-line?  Infelizmente (ou felizmente, depende do ponto de vista), nem todos os consumidores acessam redes sociais, mas podem fazer a diferença em um processo de divulgação de marca e/ou produto.

Para finalizar, quero deixar claro que gosto muito de redes sociais. Tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Acredito nelas enquanto ferramentas de Marketing e fico fascinada com a oportunidade que elas dão em aproximar pessoas de marcas. Porém, acredito que tudo deve ser feito de forma criteriosa, pesando os prós e contras que podem vir junto com as ações. Afinal, quando se trata de estreitar relacionamentos, o buraco é sempre mais embaixo.